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COMO UM FATO REAL AFETOU A PRODUÇÃO DE UM FILME, TRANSFORMANDO-O NUM DOS MELHORES FILMES DE SUSPENSE E AÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS!!!   :)


No dia 11 de setembro de 2001 o mundo parou para assistir ao vivo o maior ataque terrorista em território estadunidense. Esse foi o estopim de uma nova intervenção no Oriente Médio, numa campanha militar que se arrasta sem uma conclusão satisfatória. E isso que dois atores importantes desse cenário acabaram sendo mortos. Saddam Hussein foi o primeiro a morrer em 30 de dezembro de 2006, condenado a morte na forca. Mas não é dele que iremos falar, mas sim do segundo, e mais importante, ator dessa história: Osama bin Laden... 

...eu te amo. De todo o meu coração, eu te amo!



Um dos textos mais tristes e belos que lembro de ter visto nos cinemas, foi uma carta escrita em papel higiênico recebida pela personagem Evy Hammond, vivida pela ótima Natalie Portman no filme "V" de Vingança.

Segue na integra o texto.

"Eu sei que não tenho como convencê-lo de que isto não é mais um truque deles, mas eu não ligo, eu sou eu. Meu nome é Valerie. Acho que não vou viver por muito tempo e eu queria contar a minha vida pra alguém. Esta é a única autobiografia que eu vou escrever e Deus, eu estou escrevendo em papel higiênico. 


[RESENHA] A HORA DA ESTRELA, de CLARICE LISPECTOR

Ano de lançamento: 1977
Editora: Rocco
Páginas: 87
Nota: 5/5

Antes de mais nada, gostaria de salientar que uma das minhas metas para este ano no que concerne a leitura era –  além de diversificar os tipos de livros, ler alguns clássicos da literatura universal e nacional. Não só pra conhecer tais obras, mas também por motivos didáticos uma vez que inserir-se em tais livros, segundo especialistas, aumenta nosso raciocínio abstrato, nosso vocabulário e nossa escrita (dentre outras coisas).

Partindo desta premissa que destrinchei a excepcional “A HORA DA ESTRELA”, da ucrano-brasileira Clarice Lispector. E vos digo que foi algo único.

Neste livro, que foi o último escrito pela autora, ela escreve com o pseudônimo de Rodrigo S. M. É um livro muito reflexivo e introspectivo (o que é uma marca da escrita da autora).

[RESENHA] CHRISTINE de, STEPHEN KING

Ano de lançamento: 1983
Páginas: 765
Editora: Ponto de Leitura
Nota: 5/5*

Arnie Cunningan era um espécime de dar dó. Não era um adolescente exatamente feio, mas suas espinhas em demasia davam um ar de repulsa há quem o observava. Zoado na escola; tímido; acostumado a baixar à cabeça quando provocado; filho de uma mãe, Regina, controladora e de um pai, Michael, apático e sempre recebendo ordens da esposa. Apesar de ser inteligente, nem os nerds da escola o acolheram em seu grupo. Sempre fora um perdedor. Teria sido um rapaz totalmente solitário se não fosse pela amizade de Dennis.

Dennis Guilder era o oposto de Arnie. Bonito, inteligente, fazia parte do time de futebol da escola, sucesso entre as mulheres (não à toa namorava uma das líderes de torcida), era o cara legal que todos querem por perto. Sua família era o modelo da perfeita família americana. Sua mãe, adoradora de artes e professora. Seu pai, um contador, era compreensivo, legal, um pai exemplar. Ainda tinha Ellie, a irmã mais nova de Dennis, entrando na adolescência (mas sem a revolta que por vezes a idade trás).


[RESENHA] OS TRÊS MOSQUETEIROS, de ALEXANDRE DUMAS











































“UM POR TODOS E TODOS POR UM”.


Se você mora no planeta Terra ou, ao menos veio a este pálido ponto azul só de passagem, já deve ter ouvido o bordão acima. Trata-se da celebre frase imortalizada nas páginas do romance “OS TRÊS MOSQUETEIROS” de Alexandre Dumas. Já tinha assistido algumas adaptações desta obra, porém, jamais me dignifiquei a ler a obra original. Partilho com vocês que foi uma experiência fantástica destrinchar às 626 págs. da obra.

D’Artagnan saiu da Gasconha rumo a Paris com alguns trocados (quinze escudos), um cavalo desengonçado, uma carta de recomendação de seu pai para o comandante dos Mosqueteiros, senhor de Tréville e um conselho, também de seu pai, de que não deveria tolerar nada senão do senhor Cardeal ou do Rei.

D’Artagnan foi para Paris com um sonho em mente: tornar-se mosqueteiro. Entretanto, desde o inicio, a vida do nosso “dom Quixote” foi cheia de surpresas, entreveros e aventuras. 

Voluntarioso e de pavio curto, D’Artagnan não hesitava em puxar a espada e chamar quem quer que fosse pra luta. Mas não contava que logo de sua chegada a Paris, quando de sua primeira desembainhada de espada, teria sua carta roubada por um ser misterioso e que teria sua trajetória cruzada com uma madame linda, cativante, inteligente, perigosa e, acima de tudo, cheia de segredos: Milady.

Quando chega a presença do senhor de Tréville, almejando a tão sonhada aceitação para os Mosqueteiros, D’Artagnan acaba se desentendo com três Mosqueteiros: Atos, Porthos e Aramis, marcando um duelo com cada um com intervalo de uma hora entre cada. Ironicamente, desta querela, surgiria uma amizade tão bonita e forte.

Nossos quatro cavaleiros irão se envolver em uma aventura seguida de outra sem, no entanto, desconfiar que todas elas estão, de certa forma, interligadas.

O cenário estava montado: um Cardeal que por motivos peculiares não gostava da Rainha; uma Rainha com sentimentos recíprocos em relação ao Cardeal; um conde Britânico apaixonado por uma Rainha confusa com relação aos próprios sentimentos; um Rei dependente em demasia dos conselhos do Cardeal. Aí você me pergunta: e os nossos quatro amigos, onde entram nisso?

Tudo começou quando um dia o senhorio de  D’Artagnan pede-lhe que encontre a sua esposa que fora raptada, dona Bonacieux. Posteriormente, dona Bonacieux pede a intervenção de D’Artagnan pra salvar Rainha da ardilosa armadilha do Cardeal no caso das Agulhetas de ouro. Daí em diante D’Artagnan e nossos três mosqueteiros, irão se envolver em intrigas políticas entre França e Inglaterra do séc. XVII com participação decisiva na Guerra entre as duas nações.

Sem sombra de dúvidas, OS TRÊS MOSQUETEIROS é um dos melhores livros que já li. História cativante e envolvente, muito bem escrita (perdi as contas de quantas palavras novas aprendi!!!). Alexandre Dumas consegue mesclar personagens fictícios com personalidades históricas com maestria. É interessante observar, também, a grande aula de história sobre França e Inglaterra.

É bacana observar como Dumas consegue imprimir uma complexidade aos nossos cavaleiros: Atos: nosso cavaleiro com ares de Sir, erudito e calado que, devido a problemas do passado, tem problemas que afetam a vida de nosso mosqueteiro; Porthos, o grandalhão fanfarrão e conquistador nato; e Aramis, nosso aspirante a padre (o mais “misterioso” dos amigos), que eventualmente se entrega aos prazeres terrenos.

Além das aventuras, podemos ver como Dumas explora as paixões e fraquezas humanas mostrando que por vezes, nada além de anseios particulares, norteiam a vida de quem está no poder.

“D’Artagnan se admirou dos fios frágeis e desconhecidos a que às vezes estão suspensos os destinos de um um povo e a vida dos homens” – pág.208.

Um aspecto bem forte na narrativa (além, é claro, das cenas de luta) são os casos amorosos que, de certa forma, permeia tudo que se passa.

Se você já assistiu alguma adaptação da obra, peço-lhe que não deixe de ler o original, pois tenho certeza que irá se apaixonar pela história.

Livro mais que recomendado!!!

Obs.: ALERTA DE SPOILER – leia por sua conta e risco!

tenho de lhes revelar que fiquei muito triste com o futuro da senhora Bonacieux. Torcia muita pra que ela ficasse com nosso Gascão.

Boa leitura. 


Os Três Mosqueteiros (Les Trois Mousquetaires - 1844)
Páginas: 626
Autor: Alexandre Dumas
Editora: Ediouro
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Nota: 

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