DESCARREGO #01
A POLÍTICA E O FIM DA ESPERANÇA

                                                                      “O fim da esperança,é o começo...da morte”
                                              (Charles de Gaulle)


Estou triste pelo descaso.

Pela não valorização de nosso esforço; 

não valorização de nosso comprometimento; 

por não sermos levados à sério. 

A única coisa séria nisso tudo é o descaso dispensado para aqueles que levantam cedo em busca de seu ganha pão diário. Sério, é o modo como nossos comandantes insistem em continuar manobrando o navio que é o bem público como se fosse seu quintal de diversão onde chamam quem querem, rebaixam quem não reza a mesma oração, gratificam os comparsas incompetentes, burlam aquilo que a lei e o bom senso mandam, e tocam um foda-se bem grande pra quem não disse amém. 

[RESENHA] EU SOU O MENSAGEIRO, de
MARKUS ZUSAK

Ano de lançamento: 2007
Editora: Intrínseca
Páginas: 318
Nota: 5/5

"Às vezes as pessoas são bonitas. 
Não pela aparência física. 
Nem pelo que dizem. 
 Só pelo que são. (pág. 199)" 

Para aqueles que me conhecem, sabem o quanto gosto do livro "A Menina Que Roubava Livros". É uma escrita fantástica de uma história extraordinária. Apesar disso, de todo sucesso que o livro fez, "Eu Sou o Mensageiro", conseguiu me cativar ainda mais. Não à toa, esta é a segunda vez que o leio. Em alguns aspectos, me lembrou muito o filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". 

O livro conta a história de Ed Kennedy. Um rapaz de 19 anos, taxista que se auto define como: “vagabundo das redondezas. Modelo de mediocridade. Um desastre sexual. Péssimo jogador de cartas. E agora, pra completar, imã que atrai merda.”

Quando não está trabalhando, passa as horas tomando café com seu cão, Porteiro, ou jogando cartas com seus amigos. Ah, ainda é apaixonado por Audrey, uma amiga que já deitou com todos da redondeza. Menos com ele. 

O RIO, A BARRAGEM E A LAMA




A barragem mal feita 
Trouxe tristeza e destruição.
A dor da vida na água que agora agoniza,
Ironiza a ideia de construção.

A pesca que agora nos resta
É o marrom da lama 
Que tingiu o colchão sobre a cama
Com a cor que agora nos remete a Mariana.

Não foi só o pescador que perdeu:
foi o peixe, a alga, você, eu.
Todos somos afetados 
Pelo metal pesado que contaminou o Alfeu.

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