[POEMA] Stairway To Heaven



Várias coisas a serem vistas 
         nada podia passar despercebido. 
Mas passaram. 


Ela desejava muitas coisas. 
E as tantas coisas que possuía, 
          não bastavam.

Do sinal da aliança, 
          sobrara apenas os estigmas 
                  que nunca mais dispersaram. 

O vulto das sombras 
           albergava insólitos erros nada veniais, 
                   que eram vistos ao contrário. 

Desde os dias no jardim, 
            as coisas eram assim: 
                    falácias que geraram muitos adagiários. 

O brilho da alma 
             jazia oculto na esfera egoísta. 
Esquecendo-se do que era necessário. 

Depois de passar por florestas espinhentas 
             e sentir o frio de órfãos infantes, 
                        o pretérito já não era assim, tão ruim 

Imagens de uma vida esquecida 
             formaram-se num caleidoscópio mágico. 
A saudade aflorou em tons carmesins. 

Recordações de um passado rejeitado 
              perturbou mais ainda um coração em frangalhos. 
Seria esse o seu fim? 

Depois de constatar 
              que jogou fora as coisas que precisava 
                          sua alma se encheu de dor. 

Não tinha direito algum, mas iria atrás 
              daquilo que degradou 
                           em prol de ilusões e dessabor. 

Será que depois de tudo 
              ainda havia espaço pra perto 
                             de onde realmente recebia amor? 

Refez o caminho com a força 
              daquilo que agora eram seus tesouros: 
                             borboletas, flores, abraços lágrimas e sorrisos. 

Cada passo recordava uma vida abandonada 
               que agora queria/teria novamente, 
                             com cicatrizes que seriam sempre um aviso. 

De que Ela rodou o mundo através de sóis e galáxias 
               mas, às vezes, é naquelas pequenas estrelas 
                           que se encontram as escadas que levam ao paraíso.

[RESENHA] Hamlet, de William Shakespeare

Ano de lançamento: 1591-1595
Editora: L&PM
Páginas: 141
Nota: 5/5
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"Há mais coisas no céu e terra, Horacio, do que foram sonhadas na sua filosofia"
(Ato I, Cena V)

"Nada é bom ou mau em si; depende do julgamento que fizermos"
(Ato II, Cena II)

"Ser ou não ser, eis a questão."
(Ato III, Cena I)

William Shakespeare é considerado por muitos o maior dramaturgo britânico. Apesar de soar pretensioso, principalmente para alguém que consegue atingir as massas, o título não é à toa. Shakespeare conseguiu como poucos autores, penetrar na alma humana e trazer à tona o que de mais puro, nobre, mesquino e atroz existe. Nesta peça o britânico nos leva por uma trama de traição, morte e vingança que até hoje nos encanta e fascina. 

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